Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Rosa

Durante esse jantar, por várias vezes surpreendi a Rosa a olhar para mim, e quando eu a fitava ela não desviava o olhar. Fixava-me e sorria discretamente. A verdade é que com os acontecimentos que me sucederam a partir desse jantar nunca mais me lembrei de Rosa.


Convém dizer que era uma quarentona de cabelo negro asa de corvo, muito puxado e apanhado atrás, o que lhe realçava um rosto bonito, uns olhos igualmente pretos e um corpo bem feito num vestido justo que lhe realçava as formas. Notava-se que gostava de dar nas vistas. E dava. Umas três semanas mais tarde fazia anos a minha amiga Luísa e eu voltei a ser convidado para um jantar lá em casa. Desta fez a filha não estava (os exames não lhe permitiam vir de Inglaterra), de modo que a minha vida estava mais facilitada. Quando cheguei a casa dela, um pouco antes da hora marcada, fui atendido exactamente pela Rosa que me disse com um sorriso aberto que a Luísa e o marido estavam a tomar banho e a aprontarem-se e que ainda demoravam um bocado, mas que eu podia entrar e tomar uma bebida. Disse que preferia ficar um pouco no jardim e aí esperava que eles descessem.


Fez questão de não me deixar sozinho (ainda não tinha chegado mais ninguém) e ficamos a conversar um pouco. Disse-lhe que era uma mulher muito simpática para além de ter outros predicados e que tinha pensado muito nela por ser uma mulher muito discreta e elegante. Riu, troçou da minha conversa dizendo “Calculo o seu interesse. Deve ter sido tanto que nem um telefonema fez…” e aí comecei a ficar com as orelhas no ar. Em boa verdade não foram só as orelhas. Mais alguma coisa se mexeu… Respondi que não sabia o número dela e também não a conhecia para sem mais nem menos a convidar para uma conversa, uma bebida ou um passeio. Voltou a sorrir e pedi-lhe logo o número do telefone e que não ia esperar muito por um telefonema meu. Desta vez, depois de me dar o número, disse com um ar trocista. “Duvido. Sei que o Carlos tem uma agenda muito carregada, creio que vou ter de esperar”. Ri-me com a graça e aproveitei logo para lhe dizer que por mim estava pronto para depois da festa a convidar a dar uma volta e beber um copo ou ouvir uma música. Assim ela estivesse disponível e quisesse. Respondeu-me assim: “não prometa uma coisa que não pode cumprir. Depois do jantar, quando se for embora vai ter de levar a mãe da Luísa, de modo que não vai estar livre”. E havia um olhar malandro na sua cara. “Se me pedirem claro que a levo, mora para os meus lados.


Mas isso não impede que me encontre consigo. Bastam-me uns 15 minutos. Vai ver…” Ela respondeu qualquer coisa como “não sei não…” e a conversa ficou por aí porque entretanto começaram a chegar outras pessoas e a Rosa foi recebê-los. Luísa e o marido também apareceram e ficou um convívio agradável. Discretamente eu olhava para Rosa que esboçava um imperceptível sorriso. Fiquei ansioso pelo fim da festa. Falei com Luísa e com a mãe duma maneira descontraída, a Lina perguntou-me se eu lhe dava uma boleia como da outra vez, eu disse que sim só que não ia ficar até muito tarde porque no outro dia me tinha de levantar cedo, era dia de trabalho e eu tinha de ir para fora, (“que pena, estava à espera duma noite de amor, até já tinha imaginado umas coisas”- disse-me Lina baixinho numa ocasião que estávamos sós) e assim ficamos logo entendidos. Não podia perder a ocasião de tentar Rosa e não pensava noutra coisa nessa noite. O jantar decorreu animado, depois fizeram-se uns grupos que ficaram a falar e a beber uns digestivos e perto da meia-noite quando me pareceu que tudo estava perto do fim, despedi-me e levando comigo Linda, saí.


Claro que antes arranjei oportunidade para dizer a Rosa que esperasse pelo meu telefonema dali a alguns minutos. Ela só sorriu. Pelo caminho Linda ainda se agarrou a mim, ainda nos beijámos e apalpamos, pediu-me para encostar o carro para umas brincadeiras, mas eu lá a convenci a deixarmos tudo para o dia seguinte senão não íamos ficar satisfeitos e eu precisava de descansar. Deixei-a à porta de casa e dei uma volta para estacionar e telefonar para Rosa, que me atendeu e disse que estava mesmo a sair de casa. Combinamos o local do encontro e passados alguns minutos já estávamos juntos. Eu já estava excitado com a ideia do encontro e reparei que ela também. Assim não perdemos tempo. “Na tua casa ou na minha?”- perguntei a imitar o anúncio e para não perdermos tempo. “Na tua é mais prático”- disse-me ela. Só tivemos tempo de um longo beijo (foi quando me apercebi da excitação dela) e fomos para minha casa. Era perto, minutos depois já estávamos a despirmo-nos um ao outro e a beijarmo-nos de cima a baixo e quase sem falarmos demos uma rapidinha para acalmar. Rapidinha é uma maneira de dizer, porque tocamos todas as teclas do piano e Rosa mostrou-se uma pianista exímia. Íamos ter uma boa parte da noite por nossa conta.


Foi então, no intervalo depois desta 1ª parte que Rosa se abriu comigo e disse-me mais ou menos isto: “Sabes que já te conheço há alguns anos. Nem tu sonhas de onde, mas eu já te digo. Eu era vizinha da D. Mariana e tu eras um rapazinho que andavas metido com ela e ias lá a casa. Desde essa altura que sempre pensei que um dia havia de me deitar contigo. Eu era também uma miúda, franzina, e tu passaste umas vezes por mim e nem me olhaste. Mas depois perdi-te de vista e soube pela Luísa que estavas para o estrangeiro. Entretanto casei, passados alguns anos separei-me e passei a dedicar-me a organizar festas para ganhar a vida. Felizmente tenho uma boa rede de clientes e está tudo a correr-me bem. Agora calcula o meu espanto quando soube que ias à festa de anos da filha da Luísa. Fiquei curiosa, mas quando entraste nem tive tempo de te ver, a Luísa levou-te logo para o escritório e aí fizeram amor. Não, não digas nada. Ouve e fala só no fim. Eu estava preocupada porque o marido dela podia chegar de um momento para o outro e fiquei atenta para, se ele chegasse, o desviar do escritório. Já tinha um plano montado para essa eventualidade: Mas vocês acabaram entretanto, a Luísa foi para o quarto e tu foste até ao jardim e então fui dar uma vista de olhos ao escritório. Claro, o sofá cheio de esperma. É o que acontece nas rapidinhas… Olha que aqui no teu também caíram uma gotas… Fui buscar uma toalha e limpei o melhor que pude, já viste se o marido desse por aquilo… Enfim durante a noite toda fiquei com o olho em ti e quando te vi a falar com a Micaela tive logo a certeza que nessa noite ou no dia seguinte iam estar um com o outro.


Essa miúda tem fogo nas veias, não há homem para quem olhe que não o coma. Está calado que ainda não acabei. Quando depois te vi sair com a D. Etelvina fiquei na dúvida do que iria acontecer. Por um lado tu sempre tiveste queda para mulheres mais velhas, por outro lado e D. Etelvina sempre levou uma vida recatada, fiquei curiosa. Assim no dia seguinte, como quem não quer a coisa fiz-me encontrada com ela e estivemos a falar um pouco. Fiquei sem dúvidas: parecia um passarinho em plena primavera. Tinhas comido a senhora. Portanto fizeste o pleno: avó, mãe e filha.” Olhou para mim riu-se e beijou-me. Foi a minha vez de falar. “És maluca e inventas umas belas histórias. Devias dedicar-te a escrever novelas”. Nem pela cabeça me passou nada do que contaste. Quando te vi pensei logo em ti isso sim e só o muito ocupado que tenho andado não permitiu que não me tivesse já apresentado. Mas agora não vou perder o tempo com conversa de telenovela” – e puxando-a voltamos ao nosso jogo. Rosa era de facto uma mulher de cama. Para ela tudo estava bem e como também tinha sido massagista sabia truques de deixar um homem nas nuvens. Enfim valeu tudo de todas as maneiras, vim-me três ou quatro vezes e ela umas sete ao oito. Foi espectacular. No fim, quando me preparava para a ir levar a casa ela ainda me disse. “acho que esta noite não comeste a velha, não deves ter tido tempo. Mas que ainda se esfregaram um no outro não tenho dúvidas. Cheiras ao perfume dela que tresandas.


Mas podes continuar a negar que eu não me zango. Não quero ser a única…” E logo a seguir :“Agora diz-me lá quem fode melhor: eu, a avó, a filha ou a neta?” “És doida já te disse, tira isso da cabeça”. “O melhor é não me responderes agora- disse ela- vais dizer isso num conto a que vais chamar Rosa e a publicar nas Fantasias dos “Contos Eróticos” ou julgas que eu não sei que já escreveste lá as tuas histórias com as outras?”. Ri-me, beijei-a, não disse nada e puxei-a para irmos embora. Agora ando de facto com um problema: quanto mais fodo com cada uma delas, mais dúvidas tenho em classificá-las. Acho que ainda tenho muito “trabalho” pela frente. E a esta dúvida agora veio juntar-se outra: há dias descobri, debaixo da minha cama um, colar de pérolas verdadeiras e não sei a qual delas pertencerá. E não posso perguntar a nenhuma senão ficam a saber de tudo.

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