Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Banheiro

As vezes ela está na rua, no meio da multidão, perdida em pensamentos enquanto vai dum lugar pra outro. Quem a vê não diz que ela está analisando quem passa por ela com olhos de querer. Com vontade de possuir e de ser possuída por um desconhecido qualquer.

Ela vai caminhando e imaginando que aquele homem ali, no meio da quadra, pode ser esse desconhecido. Ou aquele outro no banco da praça. Ou ainda aquele que acabou de passar a seu lado. E, isso ocorre muitas vezes quando sai de casa. Então, enxerga se aproximando, O HOMEM. Pensa:



É ele! É hoje! Moreno, alto, sarado, barba por fazer, displicentemente vestido. Com jeito de estar indo a... indo a seu encontro. E, ele ao passar por ela com um simples olhar poderia convidá-la a entrar no primeiro bar que por ali tivesse. E, não é que é o que acontece. Sem uma palavra sequer, simplesmente os dois entram no bar e se encaminham ao fundo do bar. Vão pro banheiro. Nada estranho pra quem estava no bar. Nada incomum.

Tudo muito simples, muito normal. Muito normal até entrarem os dois juntos, no mesmo banheiro. Já lá dentro, a porta fechada, o mundo deixado pra trás, tudo ia ser diferente. Atrás da porta fechada o mundo ia parar. Passaram a existir nesse instante somente os dois. Com avidez, com sede de vida, os dois se agarram, se beijam muito e ao mesmo tempo em que os olhares se encontram e penetram intensamente, eles vão tirando a roupa.



Com a pressa desesperadora de se possuírem. De existir só os corpos despidos. Os corpos arfantes de excitação, de prazer. Da loucura cometida, consentida e desejada. Desejada por muito tempo, por muitas caminhadas solitárias pelas ruas da cidade. Os gemidos saindo de dentro da alma dos dois, como se só no se possuírem fossem se tornar um só. Como se só assim conseguiriam seguir vivendo. Os dois precisavam um do outro pra continuar vivos. Na verdade pra se sentirem vivos. Tudo era sem sentido até aquele instante. Naquele momento, dentro daquele banheiro o mundo deles passou a ter sentido.

 

 

A pressa que tiveram pra verem seus corpos nus de repente cessa. Com muita lentidão os dois começam a se deleitarem um com o corpo do outro, com o cheiro, com o gosto. O tesão, já doído em seus corpos, de tanta vontade de se possuírem só aumentando, mas com o olhar eles sabiam que estavam se possuindo pedaço por pedaço. Os dois deliciavam-se com seus corpos. As mãos dele vão acariciando o corpo dela, a boca vai acompanhando. Do beijo demorado, a boca vai passando lentamente pro pescoço vai chegando aos seios. Esses entumescidos de prazer.



Ele quase os engole de tanta vontade. E vai descendo, acariciando, amando cada pedaço, cada parte do corpo dela. Ela já quase sem agüentar de tanto prazer: geme, grita, agarra a cabeça dele puxando-o. Suga sua boca e com força, com ímpeto, empurra a cabeça dele pro meio de suas pernas. Faz assim com que ele com sua boca a beije, morda, a sugue toda. Ele, extasiado engole o gozo dela, lambe cada gotinha do prazer que vem de dentro dessa mulher, da qual ele nem a voz conhece. E, ao mesmo tempo foi desejada por muito tempo.

 

 

Aí ela já tonta de prazer vai lentamente trazendo a boca dele de encontro a dela novamente. O beijo quente, forte, faz quase os dois se engolirem. Ela lambe o rosto dele ainda com os resquícios e com o gosto que ficou do prazer dela na boca dele. Começa aí ela a fazer o mesmo com ele. Devagar, muito devagar ela vai descendo até encontrar aquele falo duro e molhado, gotejando de prazer, do prazer que ele sentiu ao possuí-la com a boca. Com avidez enterra ele em sua boca.



Chupa, lambe, morde como se fosse tudo que precisava. Para e olha pra ele e vê que ele também está tonto de prazer. O gemido que sai das entranhas dele vai fazendo com que ela fique ainda mais excitada. E com mais desejo engula todo o pau dele. Quando vê que ele não está mais agüentando, que ele vai explodir ela para. Sobe e volta pra boca dele, pros braços dele. Agora o gosto é do gozo dele. É doce como o dela. A doçura se deve ao desejo, a loucura dos corpos sedentos de prazer. Beijam-se alucinadamente de novo. Os dois agarrados um no cabelo do outro, como se assim não fosse eles cairiam, desmaiariam do prazer jamais sentido.

 

 

Sabem agora que chegou a hora dos corpos se unirem, se possuírem. Ele a agarra com força, abrindo suas pernas a coloca contra a parede e a penetra com força, com a vontade inebriante de estar ali, dentro dela. Ela dá um gemido que chega até a ser um grito, no mesmo instante que ele. Não lembram em momento algum que são 15h00min duma tarde de quarta-feira, dentro de um bar no centro da cidade.

 

 

Pra eles, naquele instante o mundo todo é aquele banheiro, com aqueles dois corpos dentro. E é só isso que importa. Ficam, o que pra eles é uma eternidade, engatados, sentindo o prazer que existe naquele ato. Aí, como na sincronia duma sinfonia os dois corpos começam a se mexer, a se possuir. Eles se mexem, se tocam, se beijam freneticamente. Os corpos molhados do suor escorrido pelo prazer sentido. Até que já exaustos, já sem saberem onde estão e quem são, só sabem que são um só prazer. Explodem num gozo, num prazer, num orgasmo jamais sentido por qualquer um deles dois.

 


Arfantes ainda ficam ou dentro do outro. Se deliciando com aquele momento que sabem ser único. Muito devagar eles vão se desgrudando, sim esta é a exata palavra pro ato que nesse instante eles praticavam. Olham-se e ainda ávidos dão-se um longo beijo. Beijo este que bastou pra num instante estarem novamente um dentro do outro. Mas, dessa vez ele a virou de costas, a encostou na pia, abriu suas pernas e a penetrou agarrado com força em suas nádegas. A possuiu novamente num frenesi louco, como se fosse a primeira vez. Dessa vez sim, caíram exaustos de prazer. Nesse instante os corpos empapados do prazer sentido. Empapados duma mistura de suor e de gozo.

 

 

Abraçam-se e com a boca vão ambos sugando um ao outro. Tentam sugar ao máximo cada gota do prazer deles nos seus corpos. Ela se agacha e vai até seu pênis flácido pelo prazer obtido, molhado pelo gozo dos dois e o lambe pedacinho por pedacinho. Ele faz o mesmo. A coloca em cima da pia e a lambe cada centímetro, tomando o gozo que escorre ainda de dentro dela, que escorre por suas coxas, pelo seu corpo. Saciados, como nunca tinham estado até aquele momento, pegam suas roupas e vestem-se. Olham-se. Sabendo que não iriam mais se encontrar, beijam-se.



Tão calados como entraram, abrem a porta do banheiro . O mundo ainda é deles. Passam extasiados ainda do prazer sentido por todos dentro do bar, como se estes não existissem. Como se tudo ali fosse um quadro. Como se a única vida que pulsasse fosse a deles. Nem se dão conta que todos ali estão olhando pra eles boquiabertos, abestalhados. Afinal, com tudo que fizeram naquele banheiro, era impossível que o prazer, os gemidos, os gritos deles não tivesse ultrapassado o limite daquelas quatro paredes. Isso só não aconteceu pra eles, que estavam noutro mundo.

 

 

O dono do bar, de tão assustado, tão até inebriado por tudo que ouviu os deixa sair calmamente, sem reclamar. Embora enquanto tudo ocorria ele tivesse ido até lá interferir, pedir que parassem, mas em vão. Nada adiantou. Quando os vê passarem, simplesmente os deixa ir. Boquiaberto. Até com sua própria atitude. Mas ele sabe o porquê de ter os deixado ir embora sem nada fazer. É que o prazer deles foi tão intenso que os gemidos escutados lá fora, no bar, parecia serem dele, sentia como se fosse ele que lá estivesse. E, sabe que todos os demais que ali estavam sentiam o mesmo, porque nesse tempo todo ninguém saiu dali, ninguém foi embora. Não, ao contrário.



Calaram e ali ficaram sentindo o mesmo prazer que eles, querendo cada um ser eles. Os homens e as mulheres ali, todos sem exceção estavam excitados, gozando junto com o gozo deles, tendo o prazer, quietos. Quando saíram na rua, que pisaram na calçada, já eram 18h00min. Tinham ficado ali por três horas. Ambos olharam seus relógios e olharam-se. Estavam atrasados. Mais uma vez se olharam dizendo adeus. A última vez, o último olhar. Calados. E, como se nada houvesse acontecido, cada um seguiu seu caminho. Cada um foi em frente, sem uma palavra, sem saberem nem que tom tinha a voz um do outro. Era assim que tinha que ser. Era assim que tinha sido. Mas, seguiram suas vidas satisfeitos, inebriados de prazer, felizes.



E, principalmente com o desejo satisfeito e cheios de vida. Sabendo que dali em diante eles eram outra pessoa. Eles eram pura vida, puro desejo e prazer.

 

 

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