Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Nicéas Romeo Zanchett

Em todos os tempos a arte sempre procurou mostrar os mistérios,tabus, gostos, preferências, hábitos e conflitos de cada época da humanidade.

A velha Índia é o berço das mais exóticas criações do mundo erótico: Templos forrados de esculturas eróticas; Objectos de arte em sexo explícito; O Kama Sutra e o Ratiroshaya são obras nascidas da sabedoria que codificou o Maythuna - "ioga do sexo".

As sublimes obras de Miguel Ângelo, Rubens e Leonardo da Vinci admiradas ao longo dos séculos; O nobre burguês Toulouse Lautrec que pintava suas prostitutas preferidas; As gravuras eróticas de Picasso conhecidas do público a partir dos anos 70 são verdadeiras explosões de sexo; Rubens, Courbet, Parcim, Degas, Lautrec, Marquet, Jeam Cocteau, Barret e tantos outros que retrataram sem preconceitos o amor entre iguais; A arte milenar do Oriente com destacados artistas como Torií Kiyonobu, Eizam, Mosanobu Kitao, além de outros talentosos do velho mundo.

O Museu Nacional de Arqueologia de Nápoles possue uma das mais finas colecções de arte erótica de todo o mundo. Vasos, objectos eróticos e frescos resgatados de Pompéia, retratando cenas de sexo explícito, sadomasoquismo, sodomia, lesbianismo, sexo bestial, etc.

Pela arte tão antiga podemos constatar que os preconceitos de nossos dias seriam motivos de muita estranheza naqueles tempos.

O que hoje causa tanta polémica é tão antigo quanto a própria humanidade. Corpos que se unem, se abraçam, se penetram sem pudor e sem culpa, na busca do prazer e do êxtase sexual pleno e profundo.

A arte erótica concebida com prazer é como uma cópula sublime materializada pela inspiração criadora.

Com ela o artista procura eternizar gestos, posições amorosas, formas de amar, sensações e líbidos, despertando prazerozamente o real inconsiente, muitas vezes inconfessado, de cada um que a vê.

A representação do acto amoroso sexual na forma de escultura;

A constante busca do mistério dos corpos reproduzidos em forma de arte, são como um orgasmo visual e táctil.

Corpos impregnados de erotismo sem preconceitos nas mais diversas formas de amar; Erotismo elevado ao máximo, sem medo de críticas e falsos moralismos.

Corpos que falam sob o efeito do inconsiente na hora do amor. Assim é a minha arte. Talvez por preconceitos ou por custo elevado, o acesso ao deleite visual da arte erótica sempre ficou restrito a poucos afortunados que podiam apreciar e tocar.

A arte do mundo pode continuar loge e inacessível, mas a minha está ao alcance de todos. Divulgando e reproduzindo as minhas esculturas, tenho como objectivo maior a democratização da arte.

Estão ao alcance de quem aprecia a verdadeira arte erótica produzida sem preconceitos.
segredos de buonarotti2 às 17:30
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* Nicéas Romeo Zanchett

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