Domingo, 25 de Maio de 2008

À cama como na mesa

 

Para um título ambíguo, uma resposta a condizer.
 
Tudo isto parece contraditório, mas a verdade é que não o é.
 
Gosto de sexo, como gosto de comer.
 
Não há fantasias, haja comida e come-se. Bem passada ou não, com talher ou à mão, o importante é comer. Afinal, são mecanismos de origem vital e de sobrevivência.
 
A comida tem escasseado, é verdade e, por isso, não se come. Podia, à semelhança dos que passam fome, fingir que se come – enganar o estômago, beber água, engolir saliva – mas não é o caso.
 
Não gosto da masturbação pela masturbação.
 
Habituei-me a conceber e a praticar sexo com parceria e dificilmente ocorrerá de outra forma.
 
Gosto da masturbação enquanto um jogo de sedução, de estimulação e de jogo com o meu parceiro, como actividade solitária, não.
 
Com parceria é agradável, é o princípio ou o elo de qualquer cadeia que envolve libido, pele, olhares, sorrisos, prazer. Solitariamente é triste – é o começo de nada: começou e terminou.
 
Falta de fantasia?
 
Talvez. Para que quero fantasiar a solo?
 
Queres masturbar-te comigo?
 
 
segredos de buonarotti2 às 22:49
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